30 de setembro de 2009

MUDANÇA

Não irei deletar esse cantinho, vou mantê-lo aberto e é bem provável que as histórias aqui contadas reapareçam, afinal as histórias devem ser espalhadas por aí.

Não vou me alongar nas palavras, afinal estou de malas prontas.

Aos poucos vou arrumando meu novo espaço, e sinceramente espero você por lá.

Como você chega lá? Simples, é só clicar no link abaixo...

5 de setembro de 2009

A Serenata

Episódio de Los Cazadores

Dois amigos tomando cerveja em um boteco qualquer.
- Cara, tu não sabe.
- A minha vidente está de férias, então ela não me passou as últimas previsões.
- Preste atenção.
- Fala.
- Assistindo um filme de época tempos atrás, eu creio que encontrei uma maneira de conquistar todas as mulheres.
- Lá vem você com seus planos furados.
- Esse é sério, fiz até um teste e só preciso aperfeiçoar a idéia.
- E o que exatamente você encontrou em um filme de época?
- A serenata.
- Como é que é?
- Aquele negócio de ir à casa da amada cantar uma canção romântica as tantas da madrugada e...
- Eu sei o que é uma serenata.
- Então, não acha uma ótima idéia?
- Não.
- Como não, meu bisavô conquistou minha bisavó assim.
- Há 2 séculos atrás, os tempos mudaram.
- Mas as mulheres continuam românticas, e de qualquer forma é no mínimo original.
- Como é que algo usado pelo seu bisavô em 1800 e qualquer coisa pode ser original?
- Ok, ok... Esquece o original, mas pelo menos é romântico e as mulheres adoram romantismo.
- Isso é verdade.
- Inclusive já fiz um primeiro teste.
- Teste? Quem você acordou?
- Flavinha.
- Flavinha não mora em apartamento?
- Sim, no décimo andar.
- E como é que você fez a serenata para a Flavinha.
- Sabe o carro do Paulão?
- Aquele que ele usa em competição de som, na categoria de maior potência sonora?
- O próprio. Peguei emprestado.
- Hum... Só por curiosidade, apenas a Flavinha que acordou?
- Era a intenção, mas digamos que quase todas as varandas do prédio dela e dos 2 prédios vizinhos compareceram a serenata.
- Pelo menos a Flavinha apareceu?
- Claro.
- Menos mal.
- Mas ainda precisamos de alguns ajustes.
- Não consigo imaginar quais.
- No começo também tive dificuldade, mas as reações da Flavinha e das mulheres dos 2 prédios vizinhos revelaram que preciso aprimorar a serenata.
- Devido ao enorme barulho?
- Não, claro que não.
- Tem certeza?
- Absoluta. Na verdade quero tentar provocar reações diferentes na Flavinha.
- Como assim?
- Creio que a serenata não mexeu com ela como deveria.
- Você diz com relação ao quê exatamente?
- A música.
- Só por curiosidade. Que música você cantou?
- Vou cantar um trechinho para você.
- Cante.

"Eu vou te emprestar meu presto barba
Pois quero te ver raspada
Tira a palha da cabana
E deixa o sol entrar

Só quero raspadinha, meu bem
Se você quiser eu raspo também"

- Você cantou o “Hino de louvor à raspada”?
- Claro.
- E qual foi a reação delas?
- Uma chuva de presto barba.
- A gilete?
- Até trouxe algumas que peguei no dia.
- Onde estão?
- Aqui nesta caixa.
- Estão usadas?
- Nenhuma.
- Isso quer dizer que não se...
- Exato, não se depilam.
- Mulheres das cavernas.
- E ainda dizem que vivemos nos tempos modernos.
- Até a Flavinha?
- Foi exatamente por esse motivo que escolhi a música, tentei ser sutil para que ela entendesse.
- Sutil?
- Mas creio que não fez efeito.
- Nem imagino o porquê.
- Nem eu.
- E pretende insistir nesse “projeto”?
- Claro, quero aprimorar a serenata?
- Aprimorar?
- Usando outras músicas, inclusive estou estudando algumas.
- Acho que vou te ajudar.
- Vai?
- Sim, mas dá próxima vez iremos cantar uma música do Wando.
- Wando?
- Ele ficou famoso por que as mulheres jogavam, e ainda jogam, calcinhas para ele durante os shows.
- Calcinhas?
- Melhor do que presto barba, né?
- Isso que dizer que ao invés de chover presto barba...
- Vai chover calcinha.
- Um brinde ao Wando.
- Ao Wando.
(Os dois brindam os copos americanos cheios de cerveja)

Texto inspirado na música de Zéu Breu

24 de agosto de 2009

Sobre Heróis e Vilões

- Fale-me o nome de alguns heróis.
- Super-Homem, Homem Aranha, Batman, Homem de Ferro, X-Men, Quarteto Fantástico.
- Quantos destes são reais?
- Nenhum.
- E existem heróis reais?
- Creio que sim.
- Cite alguns.
- Gandhi, Luther King, Malcolm X, Madre Tereza.
- Onde podemos encontrá-los?
- Não podemos... Todos eles estão mortos.
(...)
- E quanto aos vilões? Eles existem?
- Existem os das histórias, como o Coringa, Lex Luthor, Duende Verde.
- E não existem vilões reais?
- Existem.
- Você conhece algum?
- Alguns já cruzaram meu caminho.
- Quem são?
- Ladrões, sequestradores, assassinos.
- Eles não têm nomes?
- Provavelmente sim, mas eu desconheço. Devem gostar do anonimato.
- E assim como os heróis, estão todos mortos?
- Não.
- Onde eles estão?
- Por ai...

8 de agosto de 2009

Aqui jás um pavão?

Image Hosted by ImageShack.us

6 de agosto de 2009

Operação Valquíria (Philipp Freiherr Von Boeselager)

“Etiamsi omnes, ego non”. Esta frase, em latim, está escrita na porta da casa de Philipp Von Boeselager e é uma versão de uma frase do evangelho de Matheus com as palavras de Pedro a Jesus, “Mesmo se todos os outros desertarem, eu não farei”. No caso específico de Philipp, refere-se a resistência contra Hitler durante a ditadura Nazista, retratada no livro Operação Valquíria como um testemunho precioso do último sobrevivente do grupo conspirador que planejou e executou alguns planos para assassinar Hitler e retomar o poder na Alemanha.

Diferentemente do filme de Bryan Singer, que retrata minuciosamente os planos para matar Hitler e tomar o poder na Alemanha, o livro de Philipp é um relato pessoal de um homem que viveu os dias de guerra. A relação próxima com o irmão Georg, as confissões contrárias ao regime nazista e o companheirismo entre os homens na frente de batalha são marcas constantes no livro.

Continue lendo AQUI

28 de julho de 2009

Um pouco de Palazo

Neto de pescadores, Palazo aprendeu com eles a arte de ouvir e contar histórias durante as longas horas de pescaria. Estudou engenheira elétrica com a intenção de pegar uma enguia elétrica, mas acabou por ter alguns efeitos colaterais em conseqüência dos choques sofridos durante o curso. Dentre estes, a estranha mania de usar o grande nariz para reconhecer o mundo a sua volta.

Com sangue português, espírito francês, língua espanhola e ritmo africano, esse paulistano de pele clara é avesso ao ritmo natural da vida, preferindo vivê-la do avesso. Seu topete é um medidor de humor, suas mãos delicadas escondem suas habilidades, seu nariz é do tamanho do seu atrevimento e os apelidos são confundidos com seu verdadeiro nome. Ele é habilidoso e coordenado com o lado direito do corpo, porém estranhamente insiste em escrever com a mão esquerda.

Cinéfilo, rato de sebos, amante de livrarias e apaixonado por bibliotecas, Palazo anda sempre acompanhado de uma xícara de café ou um copo de coca com gelo. Não dispensa uma cerveja com os amigos, uma tequila para esquentar e um vinho bem acompanhado. Vive com os ouvidos plugados em música e os olhos como uma máquina fotográfica a capturar imagens a cada piscada. Avesso a perfeições, ele acredita que as pessoas são identificadas pelos seus defeitos, e através destes cada um torna-se único.

21 de junho de 2009

Lobo Mau

Episódio de Los Cazadores

Conversa íntima entre um casal de namorados:

Image Hosted by ImageShack.us

Ela: Por que esses olhos tão grandes?
Ele: Para ver todos os traços de sua estonteante beleza, e todas as curvas de seu corpo sedutor.

Image Hosted by ImageShack.us

Ela: Por que esses lábios tão grandes?
Ele: Para beijar deliciosamente seus lábios, sentir todo o gosto da sua boca e me deliciar contornando todo seu corpo.

Image Hosted by ImageShack.us

Ela: Por que essas mãos tão grandes?
Ele: Para massagear seu frágil corpo, e seduzí-la ao envolve-la em minhas habilidosas mãos.

Image Hosted by ImageShack.us

Ela: Hummm... Por que essa língua tão grande?
Ele: Para massagear toda a extensão da sua boca, degustar o seu ser, e fazer uma massagem lingual em cada parte íntima do seu corpo.

Image Hosted by ImageShack.us

Ela: Ahhh! E por que........... esse pregador no nariz??
Ele: Para não sentir esse cheiro horrível que vem de você. Que perfume você passou hein??

[Imagens: Google Images]

17 de junho de 2009

Fome do Lobo

Noite de lua cheia.
Uma boate escura.
Copos de tequila.
Musica alta, dança,
Fragâncias excântricas,
Corpos se esfregando.
Desejo animal,
Banheiro Vazio,
Pernas abertas,
Abaixa o ziper,
Levanta a saia...
Gemidos...
Sussurros...
Uivos...
Fome!
Do teu corpo,
no meu.
Das tuas unhas,
nas minhas costas.
Da tua boca,
No meu sexo.
Da minha lingua,
No teu sexo.
Da tua pele,
colada na minha.
Meu sexo,
no teu sexo.
Minha fúria,
a te devorar,
sem me saciar.

12 de junho de 2009

Quarto 417

Uma nova pista sobre a mulher de laranja, diretamente das aventuras de Dioni Lixus...



"Você vai encontrar a mulher no hotel
e o número do quarto dela:
417
seu vestido alaranjado tem o cheiro do prazer
misteriosa, crua.

“ai meu bem,
você vem?”

e naquele instante em que ela sorri pra você
você ainda se comove?
idiota.

(bobão, bobão, bobão, bobão, bobão, bobão, bobão, bobão, bobão, bobão)
(bobão, bobão, bobão, bobão, bobão, bobão)

[intervalo]

no momento exato em que ela te encontra pelo corredor
você está com aquela CARA DE PRAZER
(malicioso, hein?)
ela chega, te dá um alô
e você vai pro quarto dela.
vão os dois se embebedar do mais perigoso licor libidinal.

“sei que tenho sentido os muros”
(sentido muito!)
“nessa vida de muitos muitos”

você mal sabe o nome dela
não sabe de onde ela vem
mas ela te leva a lugares onde você nunca esteve.

seu poder de sedução atravessa as ruas da cidade
onde quer que você esteja,
num bar, num ônibus,
ela chega.

“batom vermelho, roupa coladinha, salto 16”
(vem!)

o dia nasce. e ao despertar de uma incrível ressaca sexual
você olha para o lado
e a mulher de laranja se foi,
a mulher de laranja se foi...
a mulher de laranja se foi!
A MULHER DE LARANJA SE FOI!!!"
[Graveola e o Lixo Polifônico]

9 de junho de 2009

El Negro

Dizem por ai...

Que certo capitão, chamado El Negro, perdera um dos olhos após um pacto com uma feiticeira de asas rubras. “O mais devastador dos sentimentos pelos olhos da face”, este fora o acordo. O capitão encontrou o amor no sorriso de uma mulher com pés de bailarina. Porém, ao pagar a feiticeira com apenas um dos olhos, perdeu o amor e o direito de liberdade em solo.

Dentro de um navio em alto mar, ele comanda uma tripulação de homens cegos, cujos olhos foram costurados para que não soubessem a posição e o destino da embarcação. No mar, o capitão deixou o vento levá-lo por rotas diversas e manteve-se perdido para encontrar o que não poderia ser encontrado. Porém ele encontrou. E assim, aprendeu a domar o vento e fazer dele seu aliado.

Toda vez que ele decide visitar algum vilarejo em terra firme, o vento muda sua direção. O clima entristece-se, as flores murcham e uma névoa vermelha cobre o vilarejo antes da atracação. O que sobra é um rastro de sangue pelas ruas, avistado após a névoa ser desfeita no ar.

El Negro continuará devastando tudo que encontrar, até que encontre os pés de bailarina que devastaram seu coração.